Advento –
origem e significado
Advento - adventus,
em latim - significa vinda, chegada. É uma palavra de origem profana que
designava a vinda anual da divindade pagã, ao templo, para visitar seus
adoradores. Acreditava-se que o deus cuja estátua era ali cultuada permanecia
em meio a eles durante a solenidade. Na linguagem corrente, significava também
a primeira visita oficial de um personagem importante, ao assumir um alto
cargo. Assim, umas moedas de Corinto perpetuam a lembrança do adventus augusti,
e um cronista da época qualifica de adventus divi o dia da chegada do Imperador
Constantino. Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na
Vulgata, adventus se transformou no termo clássico para designar a vinda de
Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois,
sua vinda gloriosa no fim dos tempos.
A primeira referência ao
"Tempo do Advento" é encontrada na Espanha,
quando no ano 380,
o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania,
data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na França,
Perpétuo, bispo de Tours,
instituiu seis semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário
Gelasiano cita o Advento no fim do século V.
Há relatos de que o Advento começou a ser observado entre os séculos IV
e VII em vários lugares do mundo, como preparação para
a festa do Natal. São Gregório Magno (590- 604) foi o primeiro Papa a
redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo
em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico. No século IX,
a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa
São Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já
substituído por uma simples abstinência.
Hoje, na Igreja católica costuma-se preparar
o Natal com a celebração de 4 semanas que antecede o dia natalino, como forma
de preparação espiritual, para melhor viver e acolher Jesus que simbolicamente
nasce em nossos corações.
Origem: Coroa de Advento
A
Coroa de Advento tem a sua origem em uma tradição pagã europeia. No inverno, se
acendiam algumas velas que representavam ao "fogo do deus sol" com a
esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. Os primeiros missionários
aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus
próprios costumes para ensinar-lhes a fé. Assim, a coroa está formada por uma
grande quantidade de símbolos. Essa coroa é originária dos países nórdicos
(países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a
luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade. A
forma circular - o círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do
amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a
Deus e ao próximo que nunca se deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia
de "elo", de união entre Deus e as pessoas, como uma grande
"Aliança".
As ramas verdes: Verde
é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu
perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos
que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e
que agora, com esperança renovada, aguardamos o nosso encontro definitivo com
ele.
As quatro velas: As quatro
velas da coroa simbolizam as quatro semanas do Advento e cada vela representa
um significado ligado ao caminho de preparação, de conversão pessoal e
coletiva. Embora haja muitos significados, o certo é que cada um(a) possa
preparar seu coração para celebrar a festa natalina com muita paz interior.
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